Governo federal prevê convocar 7 mil aprovados em concursos em 2026 e ampliar quadro com novos cargos

Governo federal projeta convocar cerca de 7 mil aprovados em concursos públicos em 2026, incluindo mais de 3,6 mil do CPNU. Nova lei sancionada também cria mais de 24 mil cargos no Executivo e reestrutura carreiras, segundo a ministra Esther Dweck.


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O governo federal deve intensificar a entrada de servidores públicos ao longo de 2026. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou nesta quinta-feira (2) que cerca de 7 mil aprovados em concursos serão convocados para atuar no Executivo Federal.

Dentro desse total, estão incluídos mais de 3,6 mil candidatos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). A expectativa, segundo a ministra, é de uma movimentação significativa no ingresso de novos servidores ainda este ano, com foco em concursos já autorizados.

Além das novas chamadas, o governo também considera a convocação de candidatos excedentes que permanecem em cadastro reserva de seleções anteriores. Esses nomes poderão ser aproveitados ao longo de 2026, conforme a necessidade dos órgãos federais.

A ministra destacou ainda que concursos homologados antes do período eleitoral permitem nomeações durante o chamado “defeso”. “Todos os concursos homologados antes do defeso, os aprovados podem ser chamados durante o período eleitoral. O que você não pode é aprovar um concurso novo durante o período eleitoral”, explicou.

Entre as áreas prioritárias para reforço de pessoal estão carreiras da Polícia Federal e cargos ofertados na primeira edição do CPNU. Em março, por exemplo, 1.860 candidatos já haviam sido convocados para vagas previstas em edital e também para autorizações posteriores.

Outro ponto mencionado envolve a organização da lotação dos aprovados. Para cargos sem definição prévia de local de trabalho, haverá publicação de editais específicos antes da nomeação, com prazo para que os candidatos se preparem para mudança. “Vai ter um tempo antes do processo de nomeação, para as pessoas poderem se organizar”, afirmou.

Novos concursos devem ter homologação até junho

Apesar da previsão de novas seleções, a ministra indicou que o número de concursos a serem autorizados neste momento será limitado. A expectativa é que os certames sejam homologados até junho.

Segundo Dweck, o governo ainda fará um balanço interno antes de confirmar quais órgãos serão contemplados. A decisão final passará pela Casa Civil e pela Presidência da República.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre cargos, vagas ou áreas específicas dessas futuras seleções.

Nova lei cria mais de 24 mil cargos no Executivo

Paralelamente às convocações, o governo federal sancionou a Lei 15.367/2026, que promove uma ampla reestruturação de carreiras no Executivo e cria mais de 24 mil cargos.

De acordo com a ministra, a medida busca recompor a capacidade operacional do Estado, após anos de redução no número de servidores. Desde 2016, houve uma saída líquida superior a 70 mil pessoas do serviço público federal, desconsiderando o setor de educação.

Entre janeiro de 2023 e março de 2026, cerca de 19 mil novos servidores ingressaram no Executivo. No mesmo período, aproximadamente 16 mil deixaram a administração pública, resultando em crescimento líquido de apenas 3 mil profissionais.

A nova legislação também impacta carreiras já existentes. Segundo os dados apresentados, cerca de 200 mil servidores foram alcançados por mudanças estruturais, incluindo transformação de cargos considerados obsoletos e criação de funções com atuação transversal entre órgãos.

O impacto orçamentário estimado da medida é de R$ 5,3 bilhões em 2026, o equivalente a 1,5% das despesas com pessoal previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Educação terá criação de mais de 24 mil vagas específicas

No setor educacional, que possui legislação própria, a nova lei amplia a possibilidade de recomposição de quadros. Ao todo, foram criados:

  • 13.187 cargos de professores
  • 11.576 cargos de técnicos administrativos em educação

Essas vagas deverão ser preenchidas gradualmente, conforme a realização de novos concursos públicos.

Segundo a ministra, desde 2016 não havia autorização para ampliação de cargos na área, apenas reposição. A mudança permite agora expansão da capacidade das universidades e institutos federais.

Acesso às informações oficiais

As declarações da ministra foram divulgadas pela Agência Brasil, veículo oficial de comunicação pública. As informações apresentadas nesta reportagem se baseiam exclusivamente nesse conteúdo institucional.

O Concurso News reforça que futuras convocações, autorizações e editais dependem de atos formais do governo federal e dos órgãos envolvidos. Por isso, candidatos devem acompanhar os canais oficiais para atualizações, incluindo possíveis mudanças, retificações ou novas orientações.