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UFRJ abre seleção remota para mestrado em Arqueologia com até 14 vagas

Inscrições serão recebidas por e-mail em 3 e 4 de novembro; ingresso está previsto para o primeiro semestre de 2027


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A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abriu a seleção remota para o mestrado acadêmico em Arqueologia do Museu Nacional. A íntegra do Edital nº 906 prevê até 14 vagas: 12 vinculadas ao processo geral e duas reservadas ao Programa de Qualificação Institucional da universidade. As aulas terão início no primeiro semestre de 2027.

O prazo de inscrição será curto. Os documentos deverão ser enviados entre as 9h de 3 de novembro e as 17h de 4 de novembro de 2026, exclusivamente para o e-mail ppgarq@mn.ufrj.br. O edital não informa cobrança de taxa.

Podem participar graduados em Arqueologia, cursos com habilitação na área ou outras formações superiores. O diploma deve ter sido expedido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação. Diplomas estrangeiros precisam estar revalidados por instituição brasileira reconhecida pelo MEC.

Quatro das 12 vagas têm reserva para ações afirmativas

Das 12 vagas descritas na íntegra como de ampla concorrência, três são destinadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas e uma a pessoa com deficiência. Os optantes também concorrem às demais vagas, conforme a classificação alcançada.

As duas oportunidades adicionais do PQI/UFRJ são voltadas a docentes e técnicos-administrativos em educação da própria universidade. Todos os candidatos serão submetidos ao mesmo processo seletivo remoto.

Pessoas autodeclaradas pretas ou pardas deverão passar pelo procedimento de heteroidentificação, inclusive quando classificadas fora da reserva. A entrevista será presencial, mas poderá ser solicitada participação remota no ato da inscrição, mediante justificativa e disponibilidade da comissão.

Candidatos indígenas precisarão apresentar carta de liderança ou organização indígena e memorial sobre a trajetória e o vínculo comunitário. Para pessoas com deficiência, será exigido laudo médico conforme o modelo e os critérios estabelecidos pelo programa.

O edital também prevê fator compensatório de 1,1 na pontuação do Relatório de Atividades para candidatas que tiveram filhos por gestação ou adoção nos cinco anos anteriores à publicação. A regra será aplicada quando a pontuação máxima do quesito ainda não tiver sido atingida.

Inscrição exige projeto de dissertação e documentos em PDF

A inscrição deverá ser encaminhada em uma única mensagem eletrônica, com todos os arquivos em PDF e nomeados conforme o padrão definido pelo PPGArq. O programa não aceitará documentos incompletos, ilegíveis, com rasuras ou apresentados posteriormente.

Entre os principais itens exigidos estão formulário de inscrição, documentos pessoais, diploma ou declaração acadêmica admitida pelo programa, histórico escolar, Currículo Lattes, Relatório de Atividades e respectivos comprovantes.

O candidato também deverá enviar carta de motivação e projeto de dissertação. Quando a pesquisa envolver análise macroscópica, microscópica ou química de material arqueológico, será obrigatória a autorização de acesso à coleção, assinada pelo curador ou dirigente da instituição responsável pela guarda.

Quem ainda não tiver colado grau poderá apresentar declaração que informe o cumprimento integral da carga horária e a data prevista para a defesa da monografia. A aceitação dependerá da comissão examinadora, e a conclusão deverá ocorrer antes da matrícula.

Projeto e prova oral terão nota mínima de 70 pontos

A primeira etapa será a avaliação do projeto de pesquisa, de caráter eliminatório. O trabalho deverá ter no máximo 12 páginas e conter resumo, introdução, objetivos, problemática e justificativa, referencial teórico, metodologia, cronograma e referências bibliográficas.

A proposta precisa estar vinculada a uma das linhas de pesquisa do programa. Para avançar, o candidato deverá alcançar pelo menos 70 dos 100 pontos possíveis.

A segunda fase será uma prova oral remota, gravada e realizada pelo Google Meet. A banca avaliará fundamentos teóricos da Arqueologia, bibliografia indicada no edital, projeto apresentado e trajetória acadêmica. A nota mínima também será de 70 pontos.

A secretaria enviará o horário individual com 24 horas de antecedência. No dia da avaliação, o candidato deverá permanecer disponível para ingresso na sala virtual 15 minutos antes do horário previsto. O atraso máximo tolerado será de cinco minutos; depois desse limite, haverá desclassificação.

O Relatório de Atividades terá caráter classificatório e considerará formação acadêmica, experiência profissional, publicações, atividades científicas e extensão. Conforme a faixa de pontuação alcançada, o documento poderá acrescentar até 32 pontos ao resultado.

Resultados começam a sair em novembro

A lista preliminar de inscrições homologadas está prevista para 5 de novembro. Após os recursos, a relação definitiva deverá ser publicada no dia 10.

Os projetos serão avaliados entre 16 e 18 de novembro, com resultado preliminar no dia 19. As provas orais ocorrerão em 26 e 27 de novembro, seguindo a ordem alfabética dos candidatos.

O resultado global preliminar, já com a pontuação dos relatórios, está previsto para 14 de dezembro. A classificação global depois dos recursos deverá sair em 17 de dezembro.

A data do resultado final ainda não foi definida, pois a divulgação dependerá da conclusão das entrevistas de heteroidentificação. O período de matrícula também será informado posteriormente. A seleção terá validade exclusiva para o curso iniciado no primeiro semestre de 2027.

Aviso do DOU e edital completo apresentam divergências

O aviso publicado no Diário Oficial da União informa a abertura de 12 vagas e menciona ingresso no ano de 2026. A íntegra disponibilizada pelo programa, porém, prevê 12 vagas no processo geral e duas do PQI/UFRJ, com início do curso no primeiro semestre de 2027.

Há também diferença na data da deliberação interna. O aviso do DOU cita reunião realizada em 1º de agosto de 2025, enquanto o edital completo registra aprovação em 31 de julho de 2026.

Outro ponto exige atenção no cálculo da classificação. O item 8.1 declara pontuação máxima de 132 pontos, mas a disposição dos parênteses na fórmula publicada não deixa claro se a divisão por dois deve alcançar a soma das notas do projeto e da prova oral ou apenas a nota da prova oral.

O Anexo IV também descreve o Relatório de Atividades como primeira etapa e afirma que sua pontuação será somada à prova oral, enquanto o corpo principal apresenta o relatório como terceira fase e estabelece outra redação para o cálculo final.

Como os documentos oficiais não esclarecem essas diferenças, os candidatos devem acompanhar eventuais comunicados ou retificações na página do PPGArq. O contato oficial informado é ppgarq@mn.ufrj.br.





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